Sarau da Paulista em parceria com Sarau da Cesta

Sarau da Paulista em parceria com Sarau da Cesta
Sarau da Paulista em parceria com Sarau da Cesta

Abril 2017

Abril 2017
Abril 2017

Not Tupi: that´s the question!

Not Tupi: that´s the question!

Praçarau Virada

Praçarau Virada
Virada Cultural

Praçarau nas Escolas / Agosto

Praçarau nas Escolas / Agosto

Praçarau nas Escolas / Agosto

Praçarau nas Escolas / Agosto

Teatro-jornal, o Sarau

Teatro-jornal, o Sarau
Setembro 2016

É só chegar, família Praçarau!

É só chegar, família Praçarau!

Ocupa SP Paulista

Ocupa SP Paulista
Ocupa SP Paulista

Na Perifatividade!

Na Perifatividade!

SaraPau !

SaraPau !

Sarau Paulista no dia 10 de Julho

Sarau Paulista no dia 10 de Julho

Movimento Parque Augusta

Movimento Parque Augusta

Sábado 02/07/2016 das 10h às 12h no Espaço Cultural da livraria Loyola da Barão de Itapetininga

Sábado 02/07/2016 das 10h às 12h no Espaço Cultural da livraria Loyola da Barão de Itapetininga
Editora FiloCzar

Srau da Cida

Srau da Cida

II Salão do Livro Político

II Salão do Livro Político

Virada Desvairada na FUNARTE 2016

Virada Desvairada na FUNARTE 2016

B.O.S.C ( Base Oficina Sarau da Cesta)

B.O.S.C ( Base Oficina Sarau da Cesta)

Poesia Resiste

Poesia Resiste

Poesia Resiste

Poesia Resiste
19 de março de 2016

Em 25 de janeiro são cinco anos de Praçarau

Em 25 de janeiro são cinco anos de Praçarau

Em 25 de janeiro são cinco anos de Praçarau

Em 25 de janeiro são cinco anos de Praçarau

Com(p)o(r)? Um poema?

Com(p)o(r)? Um poema?

Em 25 de janeiro são cinco anos de Praçarau

Em 25 de janeiro são cinco anos de Praçarau

Sumemo, somemos!

Sumemo, somemos!

Movimento Ocuparte em parceria com o Coletivo Sarau da Cesta

Movimento Ocuparte em parceria com o Coletivo Sarau da Cesta

Movimento Coletivo Sarau da Cesta

Movimento Coletivo Sarau da Cesta

Movimento e Sarau Ocuparte

Movimento e Sarau Ocuparte

Ocupamo-nos aqui no fruto de abrir as portas da poesia! OCUPAÇÃO POESIA !

Ocupamo-nos aqui no fruto de abrir as portas da poesia! OCUPAÇÃO POESIA !

Ocupamo-nos aqui no fruto de abrir as portas da poesia!

Ocupamo-nos aqui no fruto de abrir as portas da poesia!

É isso ! Sabes ser simples !

É isso ! Sabes ser simples !

Desculpem-nos o transtorno: estamos mudando o país!

Desculpem-nos o transtorno: estamos mudando o país!

É agora nossa Ágora ! Tá na hora !

É agora nossa Ágora ! Tá na hora !

É agora nossa Ágora ! Tá na hora !

É agora nossa Ágora ! Tá na hora !

É só chegar, família !

É só chegar, família !

Chapeuzinho ouviu os conselhos da vovó

Chapeuzinho ouviu os conselhos da vovó

E diz que fraco de lobo é ver um Chapeuzinho de maiô

E diz que fraco de lobo é ver um Chapeuzinho de maiô

Movimento Ocuparte: poesia das cestas !

Movimento Ocuparte: poesia das cestas !

Alteradores de consciência, outra consciência é possível !

Alteradores de consciência, outra consciência é possível !

Movimento Ocuparte e Sarau da Cesta

Movimento Ocuparte e Sarau da Cesta
A gente quer parques e mais parques

Movimento Ocuparte e Sarau da Cesta

Movimento Ocuparte e Sarau da Cesta
A gente quer parques e mais parques

Manifesto do Teatro Periférico

Manifesto do Teatro Periférico
Jornal Brasil de Fato edição número 244 de Novembro de 2007

Sarau Da Ponte Pra Cá

Sarau Da Ponte Pra Cá

JornaLIRISMO

JornaLIRISMO

JornaLIRISMO

JornaLIRISMO

Juntos e Misturados

Juntos e Misturados

Juntos e Misturados

Juntos e Misturados

‎Aniversário de 6 anos do Sarau da Cesta com peça teatral "Rascunhos poéticos"

‎Aniversário de 6 anos do Sarau da Cesta com peça teatral "Rascunhos poéticos"
‎Aniversário de 6 anos do Sarau da Cesta com peça teatral "Rascunhos poéticos" e lançamento do livro "Luz e Sombra" de Claudio Laureatti 12 de abril domingo a partir das 19h. Tá na hora de sua arte ganhar a praça !

‎Aniversário de 6 anos do Sarau da Cesta dia 12 de Abril domingo a partir das 19h

‎Aniversário de 6 anos do Sarau da Cesta dia 12 de Abril domingo a partir das 19h
Aniversário de 6 anos do Sarau da Cesta com peça teatral "Rascunhos poéticos" e lançamento do livro "Luz e Sombra" de Claudio Laureatti. É só chegar, família !

Dia 27 de Fevereiro(sexta) às 15h30 – Túmulo de Julius Frank • Récita de poesia na FDUSP

Dia 27 de Fevereiro(sexta) às 15h30 – Túmulo de Julius Frank • Récita de poesia na FDUSP
Dia 27 de Fevereiro(sexta) às 15h30 – Túmulo de Julius Frank • Récita de poesias na FDUSP

Sarau Na Esquina em parceria com o Sarau da Cesta

Sarau Na Esquina em parceria com o Sarau da Cesta
Sarau Na Esquina em parceria com o Sarau da Cesta

Sarau Na Esquina em parceria com o Sarau da Cesta

Sarau Na Esquina em parceria com o Sarau da Cesta
Sarau Na Esquina em parceria com o Sarau da Cesta

Sábado 07 de Fevereiro a partir das 20h

Sábado 07 de Fevereiro a partir das 20h

Sábado 07 de Fevereiro a partir das 20h

Sábado 07 de Fevereiro a partir das 20h

Se a Tarifa não baixar São Paulo Vai parar. É de 3 reais até Zerar.

Se a Tarifa não baixar São Paulo Vai parar. É de 3 reais até Zerar.

Se a Tarifa não baixar São Paulo Vai parar. É de 3 reais até Zerar.

Se a Tarifa não baixar São Paulo Vai parar. É de 3 reais até Zerar.

Bosque Vargem Grande - Agita Cratera 25 de Janeiro

Bosque Vargem Grande - Agita Cratera 25 de Janeiro
Bosque Vargem Grande - Agita Cratera

Sarau Na Esquina + Sarau da Cesta em Novembro 2014

Sarau Na Esquina + Sarau da Cesta em Novembro 2014
09 de Novembro

MH(Movimento Humanista), Casa 40 e livro Luz total

MH(Movimento Humanista), Casa 40 e livro Luz total
MH(Movimento Humanista), Casa 40 e livro Luz total

Agita Cratera ( Sarau Na Esquina + Sarau Na Esquina)

Agita Cratera ( Sarau Na Esquina + Sarau Na Esquina)
Agita Cratera

Um diretor de teatro de modéstia absurda

Um diretor de teatro de modéstia absurda
A galera e Ênio Gonçalves

" Morrer não é difícil. Difícil é a vida e seu ofício". ( Mayakovsky)

" Morrer não é difícil. Difícil é a vida e seu ofício". ( Mayakovsky)
" Morrer não é difícil. Difícil é a vida e seu ofício." (Mayakovsky)

" Morrer não é difícil. Difícil é a vida e seu ofício". ( Mayakovsky)

" Morrer não é difícil. Difícil é a vida e seu ofício". ( Mayakovsky)
" Morrer não é difícil. Difícil é a vida e seu ofício." (Mayakovsky)

A flor e a náusea

A flor e a náusea
A flor e a náusea

Poeta

Poeta

III Caxiri

III Caxiri

A flor e a náusea

A flor e a náusea
A flor e a náusea

A flor e a náusea

A flor e a náusea
A flor e a náusea

Sarau Na Esquina em parceria com o Sarau da Cesta

Sarau Na Esquina em parceria com o Sarau da Cesta
Sarau Na Esquina e Sarau da Cesta

Sarau Na Esquina e Sarau da Cesta em Agosto 2014

Sarau Na Esquina e Sarau da Cesta em Agosto 2014
Sarau Na Esquina e Sarau da Cesta em Agosto 2014

Sarau Na Esquina em parceria com Sarau da Cesta

Sarau Na Esquina em parceria com Sarau da Cesta

Sarau Na Esquina

Sarau Na Esquina
em Vargem Grande. É só chegar, família ! ! !

Luz e poesia

Atenção
Agora
Luz em mim
Eu sou você
Vim aqui pra me outrar
Ser outro
Igual a você
Estes livros não são meus
Esta cesta de livros não é sua
Esta cesta é nossa
além do sábado domingo e feriado

Atenção
Agora
Luz total na cesta
Não tem nenhum vínculo
com ninguém acima da Revolução
Pra cima com a Revolução
Ocupa ocupa ocupa Ocupação

Agora
Luz em você
Muita luz
Luz

Claudio Laureatti e Tatiana Busato a caminho do Sarau do Metrô (POIESIS). Sarau da Cesta CONVIDADO

Claudio Laureatti e Tatiana Busato a caminho do Sarau do Metrô (POIESIS). Sarau da Cesta CONVIDADO
Claudio Laureatti e Tatiana Busato a caminho do Sarau do Metrô (POIESIS). Sarau do Metrô convida Sarau da Cesta — em FFLCH - USP - Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas.

23 de Fevereiro de 2010 Calourada FFLCH / USP / Oitava edição Sarau da Cesta

23 de Fevereiro de 2010 Calourada FFLCH / USP / Oitava edição Sarau da Cesta
23 de Fevereiro de 2010 Calourada FFLCH / USP / Oitava Edição Sarau da Cesta

27 de Agosto 2009,a quarta edição Sarau da Cesta com Ivan Antunes do antigo Sarauê e Tatiana Busato

27 de Agosto 2009,a quarta edição Sarau da Cesta com Ivan Antunes do antigo Sarauê e Tatiana Busato
Sarauzeiros e poetas do livro Ávida Espingarda (feito com a participação dos alunos da FFLCH-Letras da USP).

Hip Hop, MPB e Drummond no Porão XI de Agosto na SanFran

Hip Hop, MPB e Drummond no Porão XI de Agosto na SanFran
Hip Hop, MPB e Drummond no Porão XI de Agosto na SanFran

Hip Hop, MPB e Drummond no Porão XI de Agosto na SanFran

Hip Hop, MPB e Drummond no Porão XI de Agosto na SanFran
Hip Hop, MPB e Drummond no Porão XI de Agosto na SanFran

Hip Hop, MPB e Drummond no Porão XI de Agosto na SanFran

Hip Hop, MPB e Drummond no Porão XI de Agosto na SanFran
Hip Hop, MPB e Drummond no Porão XI de Agosto na SanFran

Hip Hop, MPB e Drummond no Porão XI de Agosto na SanFran

Hip Hop, MPB e Drummond no Porão XI de Agosto na SanFran
Hip Hop, MPB e Drummond no Porão XI de Agosto na SanFran

Hip Hop, MPB e Drummond no Porão XI de Agosto na SanFran

Hip Hop, MPB e Drummond no Porão XI de Agosto na SanFran
Hip Hop, MPB e Drummond no Porão XI de Agosto na SanFran

Sarau da Cesta comemora 5 anos

Sarau da Cesta comemora 5 anos
5 anos de Sarau da Cesta

Amizade é o que fica é o que liga é o que é !

Amizade é o que fica é o que liga é o que é !
Hip Hop Ideologia Fatal...fatal pra eles ! ! !

Hip Hop, MPB e Drummond no Porão XI de Agosto

Hip Hop, MPB e Drummond no Porão XI de Agosto

D' Grand Stylo no comando do RAP

D' Grand Stylo no comando do RAP

Carlos Mahlungo tocando na FDUSP ( Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo)

Carlos Mahlungo tocando na FDUSP ( Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo)

Porão XI de Agosto

Porão XI de Agosto

Livro Luz Total de Claudio Laureatti

Livro Luz Total de Claudio Laureatti
Livro Luz Total de Claudio Laureatti

Sarau da Cesta comemora 5 anos

Sarau da Cesta comemora 5 anos
5 anos de Sarau da Cesta

Porão XI de Agosto

Porão XI de Agosto
Porão XI de Agosto

amizade é o que fica é o que liga é o que é !

amizade é o que fica é o que liga é o que é !

5 anos de Sarau da Cesta

5 anos de Sarau da Cesta
5 anos de Sarau da Cesta

Direto da Praça Vila Joaniza, bairro referência na minha vida

Direto da Praça Vila Joaniza, bairro referência na minha vida
Yervant Kissajikian nos viu passar...quem viu....viu...titio!

Domingo 9 março 2014 Embaixo da Praça Roosevelt No túnel de acesso Ligação Rua Augusta MINHOCÃO

Domingo 9 março 2014 Embaixo da Praça Roosevelt  No túnel de acesso Ligação Rua Augusta MINHOCÃO
Domingo 9 março 2014 Embaixo da Praça Roosevelt No túnel de acesso Ligação Rua Augusta MINHOCÃO

Quem viu, viu...é mil graus, titio ! ! !

Quem viu, viu...é mil graus, titio ! ! !
Quem viu, viu...é mil graus, titio ! ! !

Não vai ter Copa !

Não vai ter Copa !


Uns tomam TV Globo, outros, cocaína.
Aldeia Maracanã, a copa da violência !
O índio resiste no alto de uma árvore.
Dane-se Neymar Messi Pelé Zidane...
Abaixo a lei contra a prática da desordem !
Nem tudo acaba em pizza nem batata suíça.

Sim, já ganhei tapa na cara, cassetete, coturno.
Além dos gases de pimenta e lacrimogênio.
E as balas de borracha são os brinquedinhos da polícia para nos cegar.

Uns tomam Record, outros crack.
Cassetete, coturno, cassetete, coturno !
Eis aí o que a juventude negra brasileira ganha.

Mistura excludente de genocídio negro ...
com retirantes urbanos vítimas da especulação imobiliária !
- O Brasil é o país da Copa, não dos brasileiros !

Vandalismo é crime do governador:
Se não tiver direitos
Não vai ter Copa !

Acabou o amor e a paciência ...Copa ?!...
Só quando o Brasil descobrir o Brasil
E o burguês-tílburi parar de pensar que favela é sinônimo de covil
Só quando tiver direitos
Educação padrão FIFA ?

A filha do patrão
olha com repugnância
para a mulher do Nordeste que trabalha em sua casa
no entanto empregada doméstica tem direito a aviso prévio
e se despedir sem justa causa vai ter que pagar direitos trabalhistas
Chega de casa grande e senzala...
Mas a dondoca não concorda...
Tão Brasil!

Ninguém lembra dos mortos nas construções muito menos as construtoras...
Nem dos trabalhadores mortos nas Arenas...
Dos EUA a bomba? Do Brasil Rivelino a patada atômica?
70 ignorar 60 e espera solução
50 é mais que o fantasma da Copa: é a posição brasileira no ranking da Educação
Entre 57 avaliados em Matemática, leitura e Ciências em Educação Básica !
Brasil só tem USP, Unicamp UFRJ e UNESP na lista das cem melhores universidades de países emergentes !
Emergência !
SOS educação, saúde, habitação, transporte !
Se não tiver direitos
Não vai ter Copa !
Releitura do poema de Manuel Bandeira “Não sei dançar” por Claudio Laureatti

Ciga-Nada...Ciga-Nos...Sigamos ciganos ! ! !

Ciga-Nada...Ciga-Nos...Sigamos ciganos ! ! !
Ciga-Nada...Ciga-Nos...Sigamos ciganos ! !

De Itú fica um pouco...Tu !

De Itú fica um pouco...Tu !
De tudo fica um pouco... Nós !

Poema tirado de uma notícia de jornal

Poema tirado de uma notícia de jornal
"Amarildo de Souza pedreiro levado para a sede
da Unidade Pacificadora de Polícia da Rocinha
Com família
Polícia no apetite não respeita nada
Entrou na viatura
Pele preta feito a noite
Virou estatística
Depois se atirou em cemitérios cladestinos ou
afundou no Rio da Paz"

(Claudio Laureatti)

Eis o poema-releitura do clássico de Manuel Bandeira chamado “Poema tirado de uma notícia de jornal”. Quem conhece o poema original de onde partiu essa paródia atente-se para o paralelismo verso a verso dessa releitura e curta muito mais, é claro!


Versos não são para embalar, mas para abalar !

Versos não são para embalar, mas para abalar !

Um bom poema não aquele que a gente lê mas aquele que lê a gente !

Um bom poema não aquele que a gente lê mas aquele que lê a gente !

Um bom poema não aquele que a gente lê mas aquele que lê a gente !

Um bom poema não aquele que a gente lê mas aquele que lê a gente !

Sarau da Remo e Sarau da Cesta

Sarau da Remo e Sarau da Cesta

Dia 31 de Agosto de 2013

Dia 31 de Agosto de 2013

Canção do exílio


Minha terra tem a Escada Vermelha
onde cantam a Internacional
Os políticos tem medo de voltar pra Maceió
em Brasília não me deixem só
No céu metáforas visuais de Niemeyer
Nas várzeas sapos parnasianos e mais futebol
Nossos saraus tem mais vida
Nossa vida mais saraus
Cá, sozinho à noite,
mais camaradas eu encontro lá
Minha terra tem a Escada Vermelha
onde cantam a Internacional
Minha terra tem a Escada Vermelha
Tupis não encontro eu cá
Em Pasárgada sozinho à noite
mais prazer encontro eu lá
Minha terra tem a Escada Vermelha
onde cantam a Internacional
Não permita Deus que eu morra
sem que eu volte de Pasárgada
sem que desfrute da mulher que eu quero
que não encontro por cá
sem qu'inda aviste a Escada Vermelha
onde cantam a Internacional



É só chegar, família ! ! !

É só chegar, família ! ! !
Jardim São Remo

Escrito por Claudio Laureatti, Ademir de Almeida, Eduardo Marinho e Euller Alves

Escrito por Claudio Laureatti, Ademir de Almeida, Eduardo Marinho e Euller Alves
Escrito por Ademir de Almeida, Eduardo Marinho, Euller Alves e Claudio Laureatti

Passe Livre Já!

"Na primeira noite eles se aproximam...
e aumentam a passagem em 20 centavos...
E você vê a gente fazendo protestos na TV...
Na segunda noite já sabemos o que vem por aí...
Te ensinam preconceitos...
você acha que estudantes são parasitas que vivem a protestar de barriga cheia...
E você nos vê sendo presos pela TV...
Até que um dia...
O mais (fr)ágil deles...
entra em sua casa com a polícia....
rouba seus olhos
que não querem enxergar verdades explícitas...,e,
conhecendo sua ignorância política
arranca sua voz,
nem tanto pela tarifa,
mas sim pela programação ruim da televisão...
E o que você vai fazer?
Gritar que comunista tem que apanhar?
E que bater em mulher de vez em quando vai bem?
Ou que ser gay não é seu sonho além de ser coisa do demônio?
Ou vestir sua camiseta 100% Branco e apresentar seu apoio inteligente no destino de verbas públicas para o salvamento de empresários e bancos ? Ou que melhor que comprar vinagre pra se proteger dos gases da PM é aproveitar aquela oferta da hora de calça da moda por mais de 300 reais?
Aliás, é só R$ 3,20 e nada mais...

(Releitura de Claudio Laureatti, do poema "No caminho com Mayakovsky" de Eduardo Alves da Costa.
Claudio Laureatti é do Coletivo Sarau da Cesta).

Operários D'arte

Operários D'arte

Na Perifatividade ! ! !

Na Perifatividade ! ! !

É só chegar, família !

Essa gente que tem preço vale nada ! ! !

Essa gente que tem preço vale nada ! ! !

Vou-me embora pra Casárgada ! ! !

Vou-me embora pra Casárgada ! ! !

Poema Nascente

Vejo no seu coração o sol do amanhã

Sol nascente

Nascente
Tire seus poemas das gavetas

Seus quadrinhos das pranchetas

Faça sua exposição fotográfica

Apresente sua música

Aos nossos ouvidos

Seu teatro

Aos vivos

Pinte o set e a oitava maravilha

Contra a linha dura a linha da cintura

Dance dance dance até raiar o dia

Vejo no seu coração o sol da manhã

Sol nascente

Nascente ! ! !

CLAUDIO LAUREATTI

Dia 30 de abril ( terça) das 19h às 22h na Faculdade de Direito São Francisco / USP

Dia 30 de abril ( terça) das 19h às 22h na Faculdade de Direito São Francisco / USP
" Ocupe o Público ! ! ! "

É só chegar, família ! ! !

É só chegar, família ! ! !
Neste sábado no Bar da EVA Portão São Remo / USP

Sarau da Remo dia 23 (sábado) às 19h no bar da Eva = Portão USP/ São Remo

Sarau da Remo dia 23 (sábado) às 19h no bar da Eva = Portão USP/ São Remo
É só chegar, família ! ! !

Sarau da Educação Primeiro de Março Pedagogia USP 2013

Sarau da Educação Primeiro de Março Pedagogia USP 2013
Aula Magna e encontro dos saraus Lab_Art, São Remo, Perifatividade e, é claro, Sarau da Cesta ! E nosso maior destaque: os bixos e bixetes que ganharam livros e leram poemas na Calourada 2013 !!!

Sarau da Educação Primeiro de Março na Pedagogia USP 2013

Sarau da Educação Primeiro de Março na Pedagogia USP 2013
Revolução dos Bixos e Bixetes!!!

Balada Literária 2012

Balada Literária 2012
B_arco Bêbado de Rimbaud, Miró e Laureatti

Casa de Dona Yayá em um dia de domingo

Casa de Dona Yayá em um dia de domingo
Casa de Dona Yayá Setembro 2012

Espetáculo "Carlos, não se mate !"

Espetáculo "Carlos, não se mate !"
15 de Agosto Quarta às 20h na Biblioteca Alceu Amoroso Lima em Pinheiros

Viva o Sarau da Cesta ! ! !

Viva o Sarau da Cesta ! ! !
Muita gente interessante e interessada no fazer artístico verdadeiro e cidadão.

Paulo Almeida e Claudio Laureatti

Paulo Almeida e Claudio Laureatti
Aliados fortes no Sarau da Cesta, evento produzido e coordenado na Faculdade de Letras e também Pedagogia da USP. Temos ocupados vários espaços de arte e feito diversas parcerias culturais.

Paulo Almeida, Cecília e Dinho Nascimento

Paulo Almeida, Cecília e Dinho Nascimento
E parabéns pelo 3 º aniversário, Sarau da Cesta ! ! !

Em parceria com o Sarau da Casa de Cultura do Butantã

Em parceria com o Sarau da Casa de Cultura do Butantã
Uma noite muito animada e a arte celebrada com muita garra, humildade e talento.

Claudio Felício

Claudio Felício
compartilhando o comando da festa. No arco ao fundo, a instalação "Infernália Parapoética" ! ! !

Hugo Paz

Hugo Paz
Lançando seu livro " Para desenhar outros fatos".

Artistas-cidadãos ! ! !

Artistas-cidadãos ! ! !
Nosso muito obrigado aos participantes William Delarte, Jefferson Santana, Vera Lúcia, Nelson Conde, Tião de Sá, Israel Antonini, Clóvis Ribeiro, presentes entre todos no espírito de artista-cidadão compartilhando arte e poesia ! ! !

Cia de Teatro da Bonomia Provisória

Cia de Teatro da Bonomia Provisória
Nosso 3º aniversário com a presença da Cia de Teatro da Bonomia Provisória na abertura ! ! !

Para além dos muros da Universidade

Para além dos muros da Universidade
Dia 26 de Maio ( sábado) às 18h30 na Casa de Cultura do Butantã. É só chegar, família !

Suburbano Convicto

Suburbano Convicto
É tudo nosso...e o que não for a gente toma...com limão ! ! !

Sarau Prosa Poética dia 31

Sarau Prosa Poética dia 31
Na Biblioteca São Paulo ! ! !

Na PeriFatividadE ! ! !

Na PeriFatividadE ! ! !
Do povo para o povo superar a dor ! É isso ! ! !

Sarau da Cesta é Pedagogia

Sarau da Cesta é Pedagogia
Sarau da Cesta é Pedagogia

A poesia principia e nos eleve leve junto com ela ! ! !

A poesia principia e nos eleve leve junto com ela ! ! !

Sarau da Cesta é Pedagogia

Sarau da Cesta é Pedagogia
Sarau da Cesta é Pedagogia

Sarau da Cesta Dia 29 de Fevereiro ( quarta) às 21h na Entrada do Bloco B na Pedagogia/ FEUSP 2012

Sarau da Cesta Dia 29 de Fevereiro ( quarta) às 21h na Entrada do Bloco B  na Pedagogia/ FEUSP 2012
É só chegar, família ! ! !

Eu vim de lá pequenininho...

Eu vim de lá pequenininho...

Até quando você vai ficar em silêncio ?

Primeiro levaram os estudantes da ocupação
mas achei que tinham muitas diferenças políticas
Eu vi salas depredadas e bombas caseiras pela televisão

Em seguida abordaram alguns contratados terceirizados
Aí achei a situação uma calamidade
Eu vi muito lixo espalhado pelos corredores da faculdade

Depois prenderam os drogados
Não achei que fosse o caso assinar uma moção de repúdio
Porque eu não uso álcool, cigarro, sexo ou drogas

Depois agarraram um visitante
Mas como porto crachá e carteirinha
não me importo

Agora estão me levando
Mas já é tarde
Como não tenho uma flor para colocar no fuzil
Ninguém se importa comigo

Outubro Dia Primeiro Sábado - Pateo do Colégio às 11h da manhã

Outubro Dia Primeiro Sábado - Pateo do Colégio às 11h da manhã
Peabiru Arte Manifesto

Sarau da Cesta na Sexta! Na Perifatividade!

Sarau da Cesta na Sexta! Na Perifatividade!
É só chegar, família ! ! !

Sarau Perifatividade,Nascente,EJA,Centro da Terra,A Plenos Pulmões,Cabaret Revoltaire...Luminosités

Sarau Perifatividade,Nascente,EJA,Centro da Terra,A Plenos Pulmões,Cabaret Revoltaire...Luminosités
"Morrer não é difícil, difícil é a vida e seu ofício. " Mayakovsky

Sarau da Cesta Maloqueirista ( Sarau da Cesta + Récita Maloqueirista)

Sarau da Cesta Maloqueirista ( Sarau da Cesta + Récita Maloqueirista)
Poesia de Fora para dentro da Academia inclusive Agora de Dentro para fora ! ! !

2º Ano de Sarau da Cesta - Todos muito bem-vindos !!!

2º Ano de Sarau da Cesta - Todos muito bem-vindos !!!
Na Galeria Olido das 18 às 21h segunda 9 de maio de 2011

Sarau da Cesta de Utopias

Sarau da Cesta de Utopias

E consulte o SPC ( Sarau Portátil da Cesta = Sarau Portátil + Sarau da Cesta). Consulte o S.P.C !

E consulte o SPC ( Sarau Portátil da Cesta = Sarau Portátil + Sarau da Cesta). Consulte o S.P.C !
Parceiros de IML (Incendiários Maicknuclear e Laureatti) com Tatiana Busato no Sarau Portátil da Cesta e toda família dos saraus proclamemos do mais alto cume: Cultura é o que nos une! Independência tem seu preço!

Sarau Portátil da Cesta Dia 23 de setembro(quinta) às 21h na Escadaria Central da LETRAS-FFLCH/ USP

Sarau Portátil da Cesta Dia 23 de setembro(quinta) às 21h na Escadaria Central da LETRAS-FFLCH/ USP
Saraus e cestas, tal qual metralhadoras e fuzis, podem ser portáteis. Parceiros de I M L ( Incendiários Maicknuclear e Laureatti, ambos organizadores de saraus, respectivamente, Sarau Portátil e Sarau da Cesta ) juntos pela primeira vez no paraíso-inferno da urbe lírica torpe inclusive até na cidadela universitária. Lançamentos dos livros " O Corifeu Assassino " de Marcelo Nocelli, " Hai caindo na real ", de Valmir Jordão, presenças de Regina Tieko e Fábio Abramo do sarau Encontro de Utopias, além, é claro do DVD " Pacote Atômico de Maicknuclear " e da obra " Luminosidades ", de Cláudio Laureatti. E você, nosso convidado mais importante. Compareça. Tire seus poemas da gaveta. Seus quadrinhos da prancheta. Música para nossos ouvidos, teatro aos vivos ! Tudo nosso, inclusive as vírgulas ! ! !

Sarau da Cesta em Agosto publica "Entrevista com o Coletivo Poesia Maloqueirista".A gosto pra tudo!

Sarau da Cesta em Agosto publica "Entrevista com o Coletivo Poesia Maloqueirista".A gosto pra tudo!
Sarau da Cesta: " A quanto tempo vocês escrevem? O que a poesia significa nas suas vidas? " Poesia é o aluguel da vida / e quando estiver cansado / da especulação imobiliária / basta se tornar proprietário / de uma obra / literária.(Caco Pontes). Relatos de Berimba de Jesus – "Faço uma citação a Pietro Aretino: a poesia é o mais poderoso antídoto contra a moléstia das algibeiras e o mais forte apanágio da estupidez". E considerações de Pedro Tostes – " Acho que no fundo todo esse discurso é uma farsa. A grande verdade é que a gente faz poesia porque acha legal. Porque é divertido. E somos um coletivo e continuamos assim porque somos amigos e conseguimos conviver na medida do possível com os nossos defeitos. O resto é tudo pose." Veja texto mais abaixo da entrevista na íntegra. Tudo nosso, inclusive as vírgulas ! ! !| E, em setembro dia 23 (quinta) às 21h na Escadaria Central na faculdade de Letras - FFLCH / USP, em sua décima terceira edição, a fusão Sarau Portátil + Sarau da Cesta = Sarau Portátil da Cesta: " independência tem seu preço ! " O mundo está mudando rápido, o Sarau da Cesta junto com o Sarau Portátil mudam lentamente na mesma velocidade da luz : Sarau Portátil + Sarau da Cesta = Sarau Portátil da Cesta, realizado pelo I M L ( Incendiários Maicknuclear e Laureatti). É só chegar, família ! ! !

"Ocupa Ocupa Ocupação"-Ato Simbólico Em Apoio à Ocupação COSEAS - Reitoria - Greve dos Funcionários

"Ocupa Ocupa Ocupação"-Ato Simbólico Em Apoio à Ocupação COSEAS - Reitoria - Greve dos Funcionários
E porque não dissemos nada . . . Já não podemos dizer nada . . . Sarau da Cesta neles . . . Cesta de reinvidicações . . . Você Conhece A História . . . Foge-nos pouco a pouco a curta vida universitária . . . Vai-nos o ensino de qualidade e gratuito . . . Tem que ter microfone megafone : é tudo no nosso nome!

"A Cesta é Uma Ação Educativa" - Sarau da Cesta chega na ONG Ação Educativa - Periferia No Centro

"A Cesta é Uma Ação Educativa" - Sarau da Cesta chega na ONG Ação Educativa - Periferia No Centro
" Nóis é ponte e atravessa qualquer rio" - o poeta Marco Pezão no Sarau da Cesta na ONG Ação Educativa - Periferia No Centro - "A Cesta é Uma Ação Educativa"

Sarau da Cesta com apresentação teatral "Fragmentos de poetas" dia 18 de maio(terça) às 19h30m

Sarau da Cesta com apresentação teatral "Fragmentos de poetas" dia 18 de maio(terça) às 19h30m
Peça teatral de Cláudio Laureatti e lançamento do livro do autor "Luminosidades". Estranhar nosso cotidiano. Reabilitação de passados perdidos e das iniciativas inspiradas em ações reais e liberações sonhadas. Afastamento da violência e da insanidade pelo compartilhamento da palavra. Reinventar o poder. O fazer poético e suas notações sociais.Rechaço de inferioridades e da falta de posses. É uma contravenção ao sistema do outro, um não pertencimento às representações midiárticas, desconstrução das idéias e dos discursos hegemônicos de novelas, jogos de futebol, vida-shopping. Poesia, pois é, poesia. E o centro da cultura está em toda parte. Periferia no centro no auditório da Ação Educativa na Rua General Jardim, 660. É só chegar

Sarau do Metrô convida Sarau da Cesta

Estação Poesia: Sarau do Metrô na estação Santa Cecília convidou Sarau da Cesta, em sua nona edição, dia 30 de março, terça-feira às 18h . Nome na lista, poetas chamados, comungamos a palavra

Os trabalhadores de Moscou tomam posse do grande metrô em 27 de Abril de 1935

Assim nos disseram: 80.000 mil trabalhadores
construíram o metrô, muitos após dias de trabalho
frequentemente varando a noite. Durante este ano
viam-se rapazes e garotas a sair das galerias
sorridentes mostrando orgulhosos as roupas de trabalho
sujas de lama, molhadas de suor
Todas as dificuldades-
correntes subterrâneas, pressão dos edifícios
Massas de terra que cediam- foram vencidas.
Na ornamentação não se poupou esforço. O melhor mármore foi trazido de longe, as mais belas madeiras trabalhadas com apuro. Quase sem ruído corriam por fim os belos vagões.
Pelas galerias claras como o dia: para clientes exigentes
o melhor de tudo.


E quando o metrô estava construído, segundo o mais perfeito figurino, vieram os proprietários para visitá-lo
e nele viajar: eis que eram os mesmos
que o haviam construído.
Eram milhares que circulavam observando os grandes ambientes, e nos trens passavam massas de gente - os rostos-
Homens, mulheres e crianças, também velhos
voltados para as estações, radiantes como no teatro, pois as estações eram construídas de maneiras diferentes, de diferentes pedras, em diferentes estilos, e também a luz tinha fontes diversas. Quem entrava nos vagões eram empurrado para trás numa alegre confusão pois os lugares dianteiros eram os melhores para olhar as estações. Em cada estação as crianças eram erguidas nos braços. Sempre que possível os passageiros irrompiam dos carros e observavam com olhos críticos e felizes o trabalho feito.
Apalpavam as colunas e avaliavam sua lisura,
Com os sapatos sentiam o chão, a ver se as pedras estavam bem ajustadas. Refluindo de volta aos vagões examinavam o revestimento das paredes e tocavam nos vidros, Continuamente homens e mulheres-incertos de serem realmente aqueles - apontavam lugares onde haviam trabalhado: a pedra tinha os vestígios de suas mãos.

Cada rosto era bem visível, pois havia luz bastante de muitas lâmpadas, mais do que em qualquer metrô que conheci.
Também as galerias eram iluminadas, não havia um metro de trabalho sem iluminação. E tudo aquilo fora construído em apenas um ano e por tantos construtores como nenhuma outra via férrea do mundo. E nenhuma outra tivera tantos proprietários. Pois esta maravilha de construção testemunhava o que nenhuma das anteriores,
em muitas cidades de muitas épocas havia testemunhado:
os próprios construtores como senhores!

Onde jamais se vira isso, que os frutos do trabalho tocassem a quem havia trabalhado? onde jamais não foram expulsos de uma construção os que a haviam erguido? Ao vê-los viajarem em seus carros, obra de suas mãos, nós o sabíamos: esta é a visão que certa vez abalou os Clássicos que a predisseram

Bertold Brecht







domingo, 29 de agosto de 2010

Sarau da Cesta em Agosto publica "Entrevista com o Coletivo Poesia Maloqueirista" - Pra tudo e pra todos tem jeito e tem gente. A gosto pra tudo ! ! !


1-Quando surgiu a ideia de fundar o Coletivo Poesia Maloqueirista?
Caco Pontes - Em meados de 2002, quando Berimba e Renato Limão estavam no rolê difundindo seus libretos na rua, surgiu a ideia de criar um nome que pudesse definir aquela movimentação, algo como uma grife, marca - que rola, por exemplo, no universo da pichação - e, quando certa vez, provocado por uma colega de trabalho, onde Berimba cumpria a função de Office-Boy, sobre que tipo de poesia fariam, sendo que já havia existido modernista, dadaísta, concretista, ela mesma emendou: maloqueirista? Ironicamente, Berimba gostou da sugestão sarcástica, propôs ao Renato o tal nome e a partir daí foi apropriado o conceito que passou a reproduzir naturalmente efeito iconoclasta, considerando mesmo o nascimento do nome de batismo, algo insinuado. Logo em seguida me aliei a eles, cruzava os caras na porta do Centro Cultural SP, quando também já começava a dar meus primeiros passos rabiscando uns versos e botando pra circular o primeiro libreto, a partir de 2003, sendo que minha primeira investida foi vendendo libretos do Renato, em temporada de início de ano nas ruas de Paraty, pois estava falido e precisando de grana pra retornar à capital. Em 2004 conhecemos o Pedro Tostes, também pelas ruas de Paraty, na ocasião da 2a.FLIP, quando nos juntamos em intervenções urbanas performáticas, ironizando a programação oficial, auto-intitulando-nos o Off do Off da FLIP, ou ainda Off-Ofó da FLIP. Daí nascia o que viria a ser o "Coletivo Poesia Maloqueirista".
2-A quanto tempo vocês escrevem? O que a poesia significa nas suas vidas?
Caco Pontes - Tenho até hoje um primeiro caderno de reportagens sensacionalistas, que eu fazia quando devia ter cerca de 9, 10 anos e quando revisito este, fico impressionado com tamanha sacanagem e deboche que desenvolvia naquela espécie de diário, onde usava recortes de revistas, jornais e criava minhas próprias matérias, furos de reportagem, rs. Cheguei a fazer uma, quando na época a Dercy Gonçalves desfilou para uma escola de samba, com seios a mostra, nem lembro ao certo o ano, mas certamente na transição entre 80/90, um fato que polemizou e marcou aquele período... Mas poesia mesmo, com a pretensão de escrever em verso, buscando aliar sentimento a forma, foi a partir dos 17, 18 anos, nos primeiros delírios psicodélicos, em viagens de ônibus, voltando do centro para o subúrbio do lado leste de São Paulo.
E sobre o que ela significa em minha vida, meio complexo de responder, mas tem um poema inédito meu que diz o seguinte: poesia é o aluguel da vida / e quando estiver cansado / da especulação imobiliária / basta se tornar proprietário / de uma obra / literária.

3-Vocês tiveram apoios para a fundação do Coletivo? Como ocorreu? Quais parcerias aconteceram até hoje?
Berimba de Jesus – O apoio foi de nós para nós mesmos, durante um bom tempo, a gente incomodava (e também agradava), entrando em bar, restaurante, fazendo intervenção de poesia, sem medir consequências, no impulso juvenil mesmo, na praça pública, nos saraus, até que começamos a organizar evento (C.A.I-MAL - Centro de Ação In-formal), produzir a revista alternativa Não Funciona , tudo na raça, se endividando na copiadora do Nélio, pra pagar depois do evento, onde cobrávamos uns 3 reais de entrada, com direito a um exemplar da publicação, sendo que muita gente largava o material na "balada" e a gente reciclava pegando de volta; foram vários sufocos, roubadas, até que começamos a freqüentar algumas atividades do circuito literário, tornando-nos benquistos por alguns e pedra no sapato pra tantos outros, coisa que acontece até hoje.

Pedro Tostes – Tivemos de fato uma época bem barra pesada, fazendo fiado no xerox, bancando todos os riscos e voltando pra casa com o bolso furado. Mas com o tempo e um pouco mais de organização fomos conseguindo tocar projetos mais sólidos como a Revista Não Funciona. Alguns apoios nesse caminho rolaram, como com o Programa VAI, que ajudou por um bom tempo com a revista. Mas o grande apoio e os grandes parceiros que temos são os diversos movimentos que estão correndo junto nesse cenário.

Caco Pontes - Passada quase uma década, pra alguns de nós veio filho, casamento, separação, cobranças do mundo material de assumir postura mais séria em relação ao trabalho, para manter a sobrevivência, e fomos transformando o mero desbunde em realizações determinantes, então começou a pintar um cachê aqui, outro acolá, não deu pra fazer aquisições ou mudanças muito significativas, mas tem melhorado e é natural que isto aconteça, trabalhando com tanto empenho no decorrer de todos estes anos; na verdade a situação poderia estar até um pouco melhor, se talvez tivéssemos um registro de CNPJ, mais organização, mas agora com uma produtora correndo junto, a Vani, com sua experiência, sem deixar de ter a nossa identidade e atitude, a coisa tem fluído com maior disciplina no intuito de difundir de forma ampla o nosso trabalho.

4-Poderiam relatar a reação/relação da comunidade do bairro quando começaram os saraus?
Caco Pontes - Interessante pensar por este ângulo, pois o nosso agrupamento nasceu de um jeito bem difuso/peculiar nesta questão "territorial": eu vinha da Cidade Tiradentes, o Berimba de Taboão da Serra (aonde vive até hoje), Pedro, recém-chegado do RJ, morava no Jd. Bonfiglioli (mudou-se recentemente para o Centro), Renato Limão se dividia entre eventuais hospedagens na casa dos avós, em São Mateus, e em hóteis baratos, da região central, daí no final das contas a gente acabava interagindo no fluxo da boemia, do nosso jeito mambembe, performando e rodando chapéu, geralmente na Vila Madalena-Centro, que foram locais aonde encontramos condições de estabelecer nosso trabalho, além de ponto de encontro com várias figuras bacanas e os rolês pelas quebradas sempre foi algo espontâneo, prazeroso, como frequentar o Sarau do Binho ou a Cooperifa, sem precisarmos bater no peito dizendo que somos deste ou daquele lugar, pois apesar de respeitar que as raízes possam se firmar assim, não creio que seja o caminho único e da verdade absoluta, afinal nossa identidade nasceu a partir das ruas, fosse em SP, Rio de Janeiro ou Belo Horizonte. Nos últimos tempos estamos com base firmada no Morro do Querosene (que é o bairro que eu habito há 4 anos), de maneira que fomos construindo relações firmes de parceria com iniciativas da comunidade local, como o extinto (ou em recesso) Sarau do Querô, capitaneado pelo poeta Paulo Almeida, que foi quem nos apresentou ao Dinho Nascimento e família (Gabriel, Cecília, Tainá), com os quais desenvolvemos coisas bem legais até hoje, além da Ana Flor, filha do Tião Carvalho, organizador da Festa do Boi e Grupo Cupuaçu, entre outros. E o mais interessante disto tudo, é termos nossa identidade construída no cruzamento entre a cultura urbana e popular, coisa que a rua - nossa maior escola - mostra e permite naturalmente.

Pedro Tostes – Essa pergunta não faz muito sentido para um grupo como o nosso. Nosso coletivo não nasceu por uma precisão geográfica. O ponto de encontro e de realização do grupo sempre foi a rua. Organizar um sarau foi uma consequencia de um momento em que o grupo sentiu que precisava criar essas raizes, e a opção pelo centro foi justamente ligado a nossa história, ao fato de que era aqui no centro que vendiamos poesia nas ruas, nos bares, nas portas de espaços culturais e cinemas, sempre aquela velha ladainha ´lá eu a perguntar sempre – você gosta de poesia?’.


5-Nestes anos, vocês perceberam uma mudança na relação das pessoas da área do Centro Cultural (centros urbanos, universidades) com a literatura e a poesia?
Caco Pontes - Ah, sem dúvida devo reconhecer e admitir que ajudamos a construir um cenário que hoje fervilha, na prática e popularização da poesia e literatura, quebrando certas barreiras sociais, falando a língua do povo, possibilitando este acesso, com tremendo respeito e admiração pela caminhada de figuras como Binho, Sérgio Vaz, Marco Pezão, Ana Rüsche, Rui Mascarenhas, cada qual a sua maneira, estilo, bem como nós, mais novos na trajetória do que estes que citei e, talvez um pouco mais experientes em relação a outros que chegaram na sequência, mas que sem dúvida nos relacionamos no mesmo nível, com afinidade, como por exemplo com os parceiros do CICAS, Bebeto e Maicknuclear, Michel Silva e Raquel Almeida, do Elo da Corrente, além de uma galera provavelmente mais contemporânea a nós, como Rodrigo Ciríaco, Daniel Minchoni, Carlos Galdino, Cláudio Laureatti, fora nossos heróis de resistência como Sônia Pereira, Pilar, Maurício Marques, Rubens Augusto, os grafiteiros do Imargem, Jerry, Jonato, Vini, Mauro, Tim, e tantas outras pessoas valiosas que não caberiam nestas linhas, mas que não são menos importantes, pelo contrário, todos que em algum momento estiveram aliados conosco são essenciais ao nosso contexto e trajetória.

Pedro Tostes – Para falar a verdade eu não vejo muita mudança na relação da maior parte das pessoas com a poesia não. Existem sim muitos movimentos interessantes de pessoas dispostas a fazer boa poesia e que buscam difundir seu trabalho de uma forma mais ampla, a fim de levar a poesia a mais pessoas. Mas para a maior parte das pessoas a poesia continua sendo uma esfinge, uma linguagem desinteressante. No entanto quando vendíamos nossos livretos na rua, muitas vezes as pessoas se surpreendiam e não acreditavam que “aquilo” podia ser poesia. Tinham gostado. Então muitas vezes a ponte que é preciso fazer é a entre o artista e o público, uma relação imediatizada, que independe da chancela de editores ou críticos.


6-Comenta-se que alguns chamam o sarau de ‘movimento dos sem-palco’. O que pode ser falado sobre isto?
Caco Pontes - É mesmo? De onde será que surgem estes comentários? Porque se for do atual círculo literário, que se considera cânone anacronicamente, nem dou importância, aliás como diz meu parceiro Lucas Moreno, vulgo Xicó, as coisas têm a importância que damos a elas. Costumamos dizer na Poesia Maloqueirista que somos "caras-de-palco!"

Pedro Tostes – Independente de quem faz a crítica, o importante é ressaltar que o sarau é uma forma de expressão e movimentação poética. Essa provocação poderia vir num sentido de que no sarau pessoas que não teriam como se expressar, tem. Para mim, isso é positivo. Como dizia Cairo Trindade, “a praça é do povo, menos o banquinho, o palanque e o microfone” Na expressão e com a oportunidade de conhecer e ler outros poetas, muitos bons poetas afloram. Como em qualquer lugar. No cânone literário tem muita coisa discutível, o que é provado pela própria academia que o define.


7-Não se trata de uma literatura melhor que a produzida pelos acadêmicos, mas também não é menos importante. O que se pode comentar a respeito de frases deste tipo?
Berimba de Jesus – Acho que figuras que vivem a fazer comparações como se fossem os donos da verdade, se esquecem de Lima Barreto, João Antonio, entre tantos outros que foram marginalizados em sua época, mas que hoje estão na academia sendo estudados ao lado de grandes nomes como Homero, Camões... Acho que tem gosto pra tudo e que não é tudo que se pode chamar de literatura ou poesia.

Pedro Tostes – Essa frase demonstra preconceito e desconhecimento. Acadêmico estuda e faz tese. Quem faz poesia e literatura é poeta e escritor. E poeta e escritor pode surgir de diversos lugares, entre eles a academia. Se o que se discute é se essa literatura é tão boa quanto o cânone, não sou santo pra querer ser canonizado. Eu sou escritor, eu quero é ser lido - como já ensinava Drummond.

Caco Pontes - Me parece que sempre existirão comparações, elas enchem o saco, principalmente quando partem daquelas figuras que se valem por cagar referências, mas talvez isto tenha sua necessidade de existir pra estimular certos debates, abrindo as possibilidades de reflexões, horizontes, embora o problema disto é que a tendência na maior parte das vezes cai na punheta mental, polemizações cansativas e falta de soluções práticas.

8-Vocês poderiam relatar esta transformação das pessoas que não tinham contato com a arte e agora (através de saraus) são artistas com livros editados e intérpretes de poesia?
Caco Pontes - Progresso, sem ordem estabelecida, virada do jogo, tomada do cenário, muito bom, digno, merecido, especialmente quando a questão egóica não ultrapassa a simplicidade, espontaneidade, resvalando para o glamour e status, tal qual dos pequenos-burgueses que até então monopolizavam esta produção.

Pedro Tostes – Acho que posso relatar sim essa transformação, e fico feliz de poder ter visto muitas pessoas que mal pensavam que podiam ser poetas hoje serem poetas publicados, atuantes, buscando criar novos espaços, labutando sua obra em todos os sentidos. Acho interessante e vital que as pessoas possam, sem distinção de origem ou de formação, exercer e buscar o seu caminho na poesia e nas artes como um todo. Isso valoriza a pessoa, faz buscar novas coisas para sua vida. Dessa diversidade pode surgir uma criatividade insuspeita, exatamente por não estar presa a padrões pré-determinados do que é ou não poesia.
9-Estão surgindo ou surgiram coletivos/movimentos como a Malocália em outros locais?

Caco Pontes - A cada instante, em todos os cantos do país e do mundo; a questão é: quais irão permanecer pra posteridade...

Pedro Tostes – A posteridade é o menos importante. Mais importante, e condição sinequanon, do que entrar para a história é fazer parte da história. E isso só acontece no dia a dia, vivendo o tempo de hoje. O fato de surgirem coletivos trabalhando com a poesia e outras linguagens de uma forma criativa é sinal de um viço artístico desse momento.

Berimba de Jesus – Há diversas formas de trabalhar com a arte, e artista é como mato, tem em qualquer lugar, então, experiências como a Malocália surgem a todo momento.

10-Qual a contribuição da Malocália/ Maloqueiristas para o estímulo a estas iniciativas culturais?
Pedro Tostes - Acho que a nossa colaboração é toda essa história de militância na rua e agora nos espaços com eventos e saraus. Somos formigas fazendo a nossa pequena parte sem saber muito bem porque. “O piano é um instrumento difícil de carregar, mas sempre tem alguém para carregar o piano”(Felipe Cataldo)

Berimba de Jesus - É muito gratificante ser abordado por gente de todas as idades, classes socias, raças, credos, opções sexuais, dizendo ter se identificado com o que a gente faz, porque está longe de ser unânime o que fazemos, mas o bacana disso tudo é que o lance é bem singular, sem meio termo mesmo, parece que não tem só um "achar legalzinho", saca?

Caco Pontes - Malocália é nossa contribuição milionária de todos os erros e acertos, é assumir referências ao passo que as negamos, os manifestos que já estão na rede virtual apontam estes caminhos; ainda provocaria aqui fazendo uma paródia: Eu satirizo um movimento, desconstruo o carnaval, eu vandalizo um monumento no planalto central do país.

11-Gostariam de fazer considerações finais?

Berimba de Jesus – Faço uma citação a Pietro Aretino: a poesia é o mais poderoso antídoto contra a moléstia das algibeiras e o mais forte apanágio da estupidez.

Pedro Tostes – Acho que no fundo todo esse discurso é uma farsa. A grande verdade é que a gente faz poesia porque acha legal. Porque é divertido. E somos um coletivo e continuamos assim porque somos amigos e conseguimos conviver na medida do possível com os nossos defeitos. O resto é tudo pose.

Caco Pontes - Aos poucos, daqui até 2012, como diria o pessoal do 1/2 dúzia de 3 ou 4 "O fim está próspero", rs. Por enquanto, sugiro que acompanhem as empreitadas de nossa desorganizada-organização, lá: poesiamaloqueirista.blogspot.com
Avant!